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Fissura anal: sintomas, causas e formas de tratamento

Fissura anal: sintomas, causas e formas de tratamento 909 1079 Dr Jone Pereira

Introdução

A fissura anal é uma pequena lesão ou rachadura que surge na região do ânus. Por apresentar sintomas semelhantes, é comum que seja confundida com outras condições anorretais, como as hemorróidas, especialmente devido à presença de dor e sangramento. Neste conteúdo, você vai entender melhor o que caracteriza a fissura anal, quais são seus principais sintomas, causas mais frequentes e quais abordagens podem ser adotadas para tratar e prevenir o problema.

O que é fissura anal e quais são os sintomas?

A fissura anal corresponde a um corte na borda do ânus que pode acometer pessoas de diferentes faixas etárias. Na maioria dos casos, essa lesão ocorre na região posterior do canal anal. Os sintomas costumam ser bem definidos e podem variar em intensidade. Entre os mais comuns, destacam-se:

Dor intensa durante a evacuação, podendo persistir por horas após o ato
Presença de sangue vermelho vivo no vaso sanitário ou no papel higiênico
Sensação de uma pequena pele ou saliência na região anal

As fissuras anais podem ser classificadas em dois tipos:

Agudas: de início recente, geralmente associadas a dor intensa e dificuldade para evacuar
Crônicas: quando persistem por um período prolongado, geralmente entre 8 e 12 semanas

Na fase aguda, a lesão se assemelha a um pequeno corte. A dor provocada por ela pode levar a uma contração involuntária do esfíncter anal, chamada hipertonia, o que dificulta tanto a evacuação quanto o processo de cicatrização. Esse mecanismo cria um ciclo em que a dor leva à contração muscular, que dificulta a passagem das fezes, reabre a lesão e impede a cicatrização adequada.

Com o passar do tempo, esse quadro pode evoluir para a forma crônica, na qual as bordas da fissura se tornam endurecidas. Além disso, a redução do fluxo sanguíneo local contribui para a persistência da dor e da lesão, tornando o tratamento mais desafiador.

Principais causas da fissura anal

A causa mais frequente está relacionada ao trauma provocado pela evacuação de fezes endurecidas, volumosas ou ressecadas. Esse esforço pode gerar um pequeno corte na região anal, acompanhado de dor e sangramento.

Outros fatores que podem contribuir incluem:

Relação anal sem preparo adequado, como ausência de lubrificação
Evacuações muito frequentes
Pós-operatório de cirurgias na região anal, que podem alterar o funcionamento muscular e dificultar a cicatrização

Como tratar a fissura anal e aliviar os sintomas

Na maioria dos casos, o tratamento é clínico e apresenta bons resultados. O principal objetivo é interromper o ciclo de dor e contração muscular, favorecendo a cicatrização da lesão.

Entre as medidas mais utilizadas, o médico pode indicar:

Analgésicos de uso oral ou tópico
Medicamentos que auxiliam na redução da pressão do esfíncter anal e melhoram a circulação local
Uso de laxantes para facilitar a evacuação
Banhos de assento com água morna
Alimentação rica em fibras
Aumento da ingestão de líquidos

Cerca de 80% dos casos evoluem bem com essas medidas. No entanto, nas fissuras crônicas, o endurecimento das bordas pode dificultar a recuperação completa.

Tratamentos modernos: o uso do laser na coloproctologia

Com a evolução das técnicas médicas, o uso do laser tem se consolidado como uma alternativa moderna no tratamento das fissuras anais, especialmente nos casos crônicos. O laser permite uma abordagem mais precisa da lesão, sendo utilizado para remover ou tratar o tecido comprometido, além de estimular a cicatrização da região. Em alguns casos, pode ser associado a técnicas que reduzem a tensão do esfíncter anal, fator importante na origem do problema.

Entre os principais benefícios dessa tecnologia, destacam-se:

Menor trauma nos tecidos ao redor
Redução do sangramento durante o procedimento
Pós-operatório mais confortável
Recuperação mais rápida em comparação às técnicas tradicionais

Apesar das vantagens, a indicação do laser deve ser individualizada e feita por um especialista, considerando as características de cada paciente.

Quando o tratamento cirúrgico é indicado

Em situações específicas, pode ser necessária a abordagem cirúrgica. O procedimento geralmente envolve a remoção do tecido lesionado, chamada fissurectomia, transformando a área em uma nova ferida com maior potencial de cicatrização. Associado a isso, pode ser realizada uma pequena secção de fibras do esfíncter anal, chamada esfincterotomia, com o objetivo de reduzir a hipertonia muscular, fator que impede a cicatrização adequada.

A definição do melhor tratamento deve sempre ser feita por um médico especialista, com base na avaliação clínica individual.

Cuidados antes da cirurgia

O preparo pré-operatório inclui seguir rigorosamente as orientações médicas. Em geral, recomenda-se jejum na noite anterior ao procedimento e suspensão de medicamentos anticoagulantes conforme orientação. A cirurgia costuma ser rápida, com duração média de 30 minutos, e a alta geralmente ocorre no mesmo dia.

Recuperação após o procedimento

O processo completo de cicatrização, seja com tratamento clínico ou cirúrgico, pode levar algumas semanas. No entanto, a dor mais intensa tende a reduzir poucos dias após a intervenção. O retorno às atividades diárias costuma ocorrer em um curto período, com melhora significativa do desconforto em comparação ao quadro anterior. Para evitar recidivas, é fundamental tratar a causa base, especialmente a constipação intestinal. Caso contrário, o risco de reaparecimento da fissura permanece elevado.

Considerações finais

As doenças da região anal são mais comuns do que se imagina, e a fissura anal é uma delas. Apesar do desconforto e do possível constrangimento, trata-se de uma condição com tratamento eficaz e, em muitos casos, prevenção possível. Buscar avaliação médica precoce permite acesso a opções terapêuticas modernas, incluindo técnicas minimamente invasivas como o laser, e contribui para uma recuperação mais rápida, segura e confortável.

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Cirurgias a Laser na Proctologia: Tecnologia Moderna para Cisto Pilonidal, Plicomas, Fissuras e Hemorroidas

Cirurgias a Laser na Proctologia: Tecnologia Moderna para Cisto Pilonidal, Plicomas, Fissuras e Hemorroidas 1920 1080 Dr Jone Pereira

O uso do laser na medicina tem transformado a forma como diversas doenças são tratadas. Na proctologia, essa tecnologia permite procedimentos mais precisos, menos invasivos e com recuperação mais rápida para os pacientes.

Entre as condições que podem se beneficiar dessa abordagem estão o cisto pilonidal, os plicomas, as fissuras anais e as hemorroidas. Neste artigo, vamos explicar como o laser vem sendo utilizado no tratamento dessas doenças, oferecendo uma alternativa moderna e eficaz que contribui para maior conforto e melhor qualidade de vida.

Cirurgia a Laser para Cisto Pilonidal

O cisto pilonidal é uma condição relativamente frequente que ocorre na região do cóccix, geralmente associada ao acúmulo de pelos e detritos sob a pele. Tradicionalmente, o tratamento exigia cirurgias mais extensas, que muitas vezes envolviam períodos prolongados de recuperação e maior risco de recidiva.

Com o avanço da tecnologia, o tratamento com laser passou a ser uma alternativa menos agressiva. Nesse procedimento, a energia do laser é utilizada para eliminar o tecido do cisto com grande precisão, ao mesmo tempo em que promove a coagulação dos pequenos vasos sanguíneos, reduzindo o sangramento durante a cirurgia.

Além disso, por causar menos trauma nos tecidos ao redor, o laser costuma proporcionar menor dor no pós-operatório e recuperação mais rápida. Estudos apontam que essa técnica apresenta bons resultados, com menores taxas de complicações e recidivas quando comparada a métodos mais tradicionais.

 

Cirurgia a Laser para Plicomas

Os plicomas anais são pequenas pregas ou excessos de pele ao redor do ânus. Embora não representem uma condição grave, podem causar desconforto, irritação local e dificuldades na higiene.

Entre as opções de tratamento disponíveis, a remoção com laser tem se destacado como uma alternativa eficiente. Nesse procedimento, o laser é utilizado para retirar o excesso de tecido de forma precisa e controlada.

Pode ser realizado em ambiente hospitalar e até mesmo ambulatorial, quando utilizamos anestésico local. O procedimento costuma permitir retorno mais rápido às atividades do dia a dia. Além disso, a técnica pode proporcionar melhores resultados estéticos e menor risco de complicações quando comparada à cirurgia convencional.

Cirurgia a Laser para Fissura Anal

A fissura anal é caracterizada por uma pequena lesão no canal anal que pode provocar dor intensa, especialmente durante e após as evacuações. Em muitos casos, o tratamento inicial envolve medidas clínicas, como uso de pomadas específicas, ajustes alimentares e melhora do hábito intestinal.

Entretanto, quando a fissura se torna crônica ou não responde ao tratamento clínico, a cirurgia pode ser indicada. Nesse contexto, o laser surge como uma alternativa moderna.

Durante o procedimento, o laser pode ser utilizado para realizar a eletrofulguração da fissura anal, que consiste na vaporização – e eliminação – do tecido doente, estimulando uma cicatrização com alta precisão. Esse tipo de abordagem tende a causar menos desconforto no pós-operatório, além de possibilitar recuperação mais rápida.

Estudos também sugerem bons índices de cicatrização e baixa incidência de complicações quando a técnica é corretamente indicada.

Cirurgia a Laser para Hemorroidas

As hemorroidas estão entre as doenças anorretais mais comuns, podendo causar sintomas como dor, coceira, sangramento e desconforto anal. O tratamento inicial geralmente envolve medidas conservadoras, incluindo mudanças na alimentação, melhora do trânsito intestinal e uso de medicações tópicas.

Nos casos mais avançados, quando essas medidas não são suficientes, o tratamento cirúrgico pode ser necessário. A cirurgia com laser representa uma opção moderna nesse cenário.

Nesse procedimento, a energia do laser é utilizada para reduzir e coagular o tecido hemorroidário, diminuindo seu volume e aliviando os sintomas associados. A técnica costuma provocar menos sangramento e menor dor no pós-operatório, além de permitir recuperação mais rápida em comparação com algumas técnicas cirúrgicas tradicionais.

Pacientes submetidos a esse tipo de tratamento frequentemente relatam alto nível de satisfação e retorno mais precoce às atividades habituais.

Conclusão

O avanço da tecnologia a laser trouxe novas possibilidades para o tratamento das doenças anorretais. Procedimentos menos invasivos, maior precisão cirúrgica e recuperação mais confortável são alguns dos benefícios associados a essa abordagem.

Desde o tratamento do cisto pilonidal até condições como plicomas, fissuras anais e hemorroidas, o laser tem se consolidado como uma ferramenta importante dentro da proctologia moderna.

Com a evolução contínua das técnicas e equipamentos, espera-se que o uso do laser se torne cada vez mais presente, contribuindo para tratamentos mais eficientes e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Dr. Jone Pereira
Proctologista
CRM 74183

Colonoscopia: Pontos-chave que o paciente precisa saber.

Colonoscopia: Pontos-chave que o paciente precisa saber. 1920 1080 Dr Jone Pereira

A colonoscopia é o exame padrão ouro para diagnosticar as principais doenças do intestino grosso e do reto. Apesar de ser um exame de extrema importância, há muitas dúvidas que o cercam e acabam impedindo o paciente de realizá-la. Neste artigo, vamos pontuar os aspectos mais importantes sobre a colonoscopia.

Definição: o que é colonoscopia?

Como já foi dito, é um exame capaz de diagnosticar as principais doenças do intestino grosso e do reto. Dependendo da indicação do exame, também é possível estudar o final do intestino delgado, conhecido como íleo terminal. É realizada através do colonoscópio, aparelho flexível que possui em sua extremidade uma câmera acoplada, além de um canal de trabalho que permite o examinador realizar biópsias e ressecções.

Preparo/limpeza intestinal: a base do exame

A limpeza intestinal consiste em seguir uma dieta restrita e hidratação adequada que, somadas ao uso de laxativos, permitirá a eliminação de qualquer resíduo de fezes dentro do intestino. Sem um preparo colônico adequado, a identificação de lesões pré neoplásicas (cancerosas) e das demais doenças colorretais fica prejudicada. Cada instituição tem o seu protocolo. Siga-o corretamente.

Sedação: segurança e conforto para o paciente

Durante a colonoscopia, é realizada a administração de sedativos para que o paciente não sinta dor. Julgo indispensável a presença do médico anestesiologista, profissional médico que estará disponível durante todo o exame e ficará responsável integralmente pela sedação.

Devido ao uso de sedativos, é obrigatória a presença de um acompanhante maior de idade.

É isenta de riscos?

Não. Apesar de ser um exame extremamente seguro e com baixas taxas de complicações, há riscos inerentes ao exame, principalmente quando é realizado algum procedimento, por exemplo, polipectomias (retirada de pólipos intestinais). Riscos: perfuração intestinal, sangramento e alguma reação adversa aos sedativos.

Estou liberado para o trabalho após o exame?

Não. É fundamental o repouso após exame. Apesar de possuir duração em torno de 20 a 30 minutos, o paciente necessita se recuperar plenamente dos sedativos utilizados.

Não menos importante: obtenha informações sobre o local do exame assim como do examinador

Assim como os senhores (as) buscam informações antes de comprar um carro ou um imóvel, no momento de agendar a sua colonoscopia não poderia ser diferente. É necessário realizar alguns questionamentos: o médico examinador possui qualificação para realização do meu exame? O hospital ou clínica possui liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)? Terá um anestesista me acompanhando durante o procedimento? Quais são as taxas de complicações daquele lugar? O que os pacientes que já fizeram o exame relatam?

Qualquer profissional e/ou instituição está sujeito a ter complicações durante a realização da colonoscopia. Entendam: o objetivo de incentivar tais questionamentos não é crucificar “clínica a” ou “fulano b”. Um paciente que entende o seu exame assim como os riscos inerentes a ele é um paciente que exige o básico: a excelência com o cuidado da sua saúde.

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Fissura: entendendo uma das principais causadoras do desconforto anal

Fissura: entendendo uma das principais causadoras do desconforto anal 1920 1080 Dr Jone Pereira

Incômodo anal intenso durante a evacuação e que perdura no decorrer do dia, muitas das vezes associado a prurido (coceira) anal e sangue perceptível em papel higiênico. Se está passando por isso ou já ouviu alguém relatar tais sintomas, é indispensável procurar o médico coloproctologista para que seja avaliada a presença de fissura anal.

Fissura anal é uma ruptura da pele do canal anal, que é a última porção do trato digestivo. Geralmente está associada a esforço evacuatório intenso e fezes ressecadas.

Tem como principal apresentação clínica a dor/incômodo no ânus durante e após evacuação, que gera incômodo no decorrer do dia. É frequente o paciente descrever a dor como: “forte pontada”, “facada” ou mesmo “queimação intensa”. A coceira anal também é frequente, podendo ou não estar presente o sangramento ao evacuar.

Existem dois tipos de fissuras:

  • Fissura anal aguda: início dos sintomas até 8 semanas.
  • Fissura anal crônica: sintomas há mais de 8 semanas. Poderá apresentar sinais específicos como exposição de musculatura esfincteriana, plicoma (excesso de pele) e papila hipertrófica sentinela.

O diagnóstico é feito durante o exame físico realizado em consultório, sendo o toque retal uma poderosa ferramenta para direcionar o tratamento clínico. É através dele que conseguimos definir se o paciente possui uma musculatura forte (hipertônica) ou fraca (hipotônica). Isto é importante para definir qual pomada ou creme será prescrito.

O tratamento inicia-se com medidas que tem como objetivo deixar as fezes macias e diminuir o trauma na região do ânus. É fundamental ter uma adequada ingesta de água e fibras além de abandonar o uso de papel higiênico. Após evacuar, sempre dê preferência para o uso de ducha higiênica. Tenha bons hábitos higienodietéticos!!

Em caso de falha do tratamento clínico proposto, devemos avaliar abordagens invasivas. A aplicação de toxina botulínica e cirurgia (fissurectomia com ou sem esfincteroplastia) são as opções.

As fissuras crônicas têm maior probabilidade de falha com o tratamento clínico do que as fissuras agudas. Quanto mais rápido o diagnóstico, menor a probabilidade de tratamento cirúrgico. Na presença de qualquer sintoma supracitado, não atrase a marcação da sua consulta!

 

 

 

Hemorróidas! Você realmente sabe o que é?

Hemorróidas! Você realmente sabe o que é? 1920 1080 AdmGois

A hemorróida é, sem sombra de dúvidas, uma das partes do nosso corpo mais injustiçada. Pelo senso comum, ela é responsabilizada por qualquer sintoma da região anal. Todo dia escuto o pedido: “doutor, quero dar um fim na minha hemorróida!”. E a resposta é sempre a mesma: “Impossível. Você a possui desde o nascimento e vai morrer com ela”. A primeira reação obtida é a de estranheza, e com toda razão. Vamos entender a diferença entre hemorróida e doença hemorroidária?

Por definição, hemorróida é uma região anatômica presente no canal anal. Trata-se de um conjunto de vasos sanguíneos e fibras musculares que possuem a função de auxiliar na continência fecal, ou seja, ela auxilia a evitar o escape de fezes e gases durante o esforço.

Já a doença hemorroidária é quando a hemorroida encontra-se inflamada, podendo ou não manifestar sintomas. Antes de falar sobre os sintomas, é importante classificarmos a doença hemorroidária em interna e externa, já que a sintomatologia é dependente do local da inflamação. Hemorróida interna é aquela que localiza-se acima da linha denteada (figura a baixo) e hemorróida externa é aquela que está abaixo da linha denteada.


.Dito isto, vamos para os principais sinais e sintomas:

Hemorroidas internas: sangramento de cor “vermelho vivo” 
e prolapso hemorroidário.
Hemorroidas externas: dor, coceira, nodulação perianal 
(“caroço”) que dificulta a higienização.

Sabe-se que a origem da doença hemorroidária é uma combinação de múltiplos fatores diferentes:

  • genética; 
  • constipação (“intestino preso”); 
  • força ao evacuar; 
  • muito tempo sentado no vaso sanitário;
  • gravidez; 
  • tosse crônica; 
  • sedentarismo; 
  • tabagismo, etc.

O diagnóstico é realizado através de anamnese e exame físico adequado, de preferência com o coloproctologista. Para o senhor (a) que acha que o diagnóstico adequado é realizado durante a colonoscopia, saiba que está equivocado (a)! É no consultório médico que é feita a anuscopia, exame proctológico que permite o correto estudo do canal anal, sendo possível diagnosticar a doença hemorroidária assim como os seus principais diagnósticos diferenciais.

O tratamento sempre se inicia modificando os hábitos de vida:

  • Praticar atividade física, ingerir no mínimo 2 litros de água/dia, ter uma alimentação rica em fibras, evitar o consumo de alimentos processados e condimentados, etc.
  • Cuidados na hora de evacuar é também de suma importância: evite o uso de celulares ou revistas durante a evacuação, sempre respeite o desejo de evacuar, evite o uso de papel higiênico – sempre dê preferência para a ducha higiênica.

Se persistência da doença hemorroidária, apesar da mudança dos hábitos higienodietéticos e do correto uso de medicamentos prescrito em consultório médico – não vale o remédio do vizinho ou aquele que você comprou sem receita médica, hein? –, temos que pensar em outras formas de tratamento. Temos aqueles classificados em ambulatoriais, realizados no próprio consultório médico, e o cirúrgico: a hemorroidectomia.

Assunto para discutirmos uma outra hora, ok?

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Sangue nas fezes, quando devo me preocupar?

Sangue nas fezes, quando devo me preocupar? 1920 1080 AdmGois

Um dos principais motivos que leva os pacientes a procurar o médico coloproctologista é a percepção de sangue após a evacuação. E isso pode acontecer de diferentes maneiras: sangue presente no papel higiênico, misturado às fezes, o que “pinga no vaso sanitário”, aquele de cor “vermelho vivo” ou de coloração escura/violácea, já coagulado.

Nestas horas, sempre aparece um amigo, parente ou vizinho que surge com alguma solução ou receita – muitas vezes intituladas como milagrosa! – que fez cessar o sangramento, levando o paciente a postergar a consulta médica. Alguém se identifica?

Qualquer sinal de sangramento durante ou após a evacuação é motivo de preocupação para o paciente e a consulta deve ser agendada! O que tem que ficar claro é que há várias causas de sangramento anal/retal e a consulta é indispensável para o diagnóstico assertivo. Infelizmente, não é raro chegar pacientes no consultório com um diagnóstico ou tratamento errado.

Vamos dividir as principais causas de sangramento por faixa etária:

  1. Recém-nascidos e lactentes:
  • Fissura anal: laceração no ânus decorrente da passagem de fezes endurecidas ao evacuar ou até mesmo pelo excesso de limpeza da região.
  • Alergia alimentar: alimentos provenientes da dieta da mãe ou do próprio lactente que pode causar alergia, levando ao sangramento nas fezes.
  1. Crianças e adolescentes:
  • Doença inflamatória intestinal (DII): a doença de Crohn ou a retocolite ulcerativa podem se manifestar nesta faixa etária, sendo o sangramento um dos sintomas que levam à suspeição.
  • Infecções gastrointestinais: infecções gastrointestinais podem levar a inflamação da mucosa, podendo ocasionar as colites/ileítes.
  1. Adultos:
  • Doença hemorroidária: principal causa de sangramento anal em adultos jovens. Mais informações: (link que joga no artigo que fala sobre hemorroida).
  • Fissura anal: geralmente relacionada à constipação, sexo anorretal receptivo e/ou uso excessivo de papel higiênico. Mais informações: (link que joga no artigo que fala sobre fissura).
  • Pólipos e câncer colorretal: sangramento anorretal pode ser uma das manifestações do câncer de cólon, reto ou de lesões intestinais de maior tamanho. Geralmente mais comum em adultos mais velhos.
  1. Idosos:
  • Diverticulose: pequenas bolsas na parede do intestino grosso (divertículos). Mais informações: (link que joga no artigo que fala sobre divertículos).
  • Câncer colorretal: terceira maior causa de câncer no Brasil e de incidência cada vez mais crescente.
  • Angiodisplasia: malformações dos vasos sanguíneos do trato gastrointestinal que vão se tornando mais comuns a partir dos 60 anos.

Entenderam o por que da consulta com o médico coloproctologista ser fundamental? Será na consulta médica que iremos coletar a anamnese detalhada e realizaremos o exame físico proctológico, assim como solicitar exames endoscópicos ou de imagem, se indicados. Nunca menosprezem os seus sintomas.

Evaristo Costa, relata sobre a Doença de Crohn. “Dor Terrível”

Evaristo Costa, relata sobre a Doença de Crohn. “Dor Terrível” 1920 1080 AdmGois
Internado, Evaristo Costa diz que recebeu diagnóstico médico errado por um ano: ‘Dor terrível’. O jornalista publicou um vídeo onde falou sobre a Doença de Crohn; ele está internado em um hospital no Reino Unido. Evaristo revelou que recebeu um diagnóstico errado, de gastrite, por cerca de um ano, o que piorou seu quadro de saúde. O jornalista também afirmou que só foi ao médico quando começou a sentir uma fraqueza extrema e dificuldades para fazer qualquer atividade. “Meu corpo está com a imunidade muito baixa e aberto para receber qualquer tipo de vírus e bactérias”, disse ao elencar doenças que teve por imunidade baixa.
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