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Doenças

Fissura: entendendo uma das principais causadoras do desconforto anal

Fissura: entendendo uma das principais causadoras do desconforto anal 1920 1080 Dr Jone Pereira

Incômodo anal intenso durante a evacuação e que perdura no decorrer do dia, muitas das vezes associado a prurido (coceira) anal e sangue perceptível em papel higiênico. Se está passando por isso ou já ouviu alguém relatar tais sintomas, é indispensável procurar o médico coloproctologista para que seja avaliada a presença de fissura anal.

Fissura anal é uma ruptura da pele do canal anal, que é a última porção do trato digestivo. Geralmente está associada a esforço evacuatório intenso e fezes ressecadas.

Tem como principal apresentação clínica a dor/incômodo no ânus durante e após evacuação, que gera incômodo no decorrer do dia. É frequente o paciente descrever a dor como: “forte pontada”, “facada” ou mesmo “queimação intensa”. A coceira anal também é frequente, podendo ou não estar presente o sangramento ao evacuar.

Existem dois tipos de fissuras:

  • Fissura anal aguda: início dos sintomas até 8 semanas.
  • Fissura anal crônica: sintomas há mais de 8 semanas. Poderá apresentar sinais específicos como exposição de musculatura esfincteriana, plicoma (excesso de pele) e papila hipertrófica sentinela.

O diagnóstico é feito durante o exame físico realizado em consultório, sendo o toque retal uma poderosa ferramenta para direcionar o tratamento clínico. É através dele que conseguimos definir se o paciente possui uma musculatura forte (hipertônica) ou fraca (hipotônica). Isto é importante para definir qual pomada ou creme será prescrito.

O tratamento inicia-se com medidas que tem como objetivo deixar as fezes macias e diminuir o trauma na região do ânus. É fundamental ter uma adequada ingesta de água e fibras além de abandonar o uso de papel higiênico. Após evacuar, sempre dê preferência para o uso de ducha higiênica. Tenha bons hábitos higienodietéticos!!

Em caso de falha do tratamento clínico proposto, devemos avaliar abordagens invasivas. A aplicação de toxina botulínica e cirurgia (fissurectomia com ou sem esfincteroplastia) são as opções.

As fissuras crônicas têm maior probabilidade de falha com o tratamento clínico do que as fissuras agudas. Quanto mais rápido o diagnóstico, menor a probabilidade de tratamento cirúrgico. Na presença de qualquer sintoma supracitado, não atrase a marcação da sua consulta!

 

 

 

Pólipo intestinal durante a colonoscopia: Devo me preocupar?

Pólipo intestinal durante a colonoscopia: Devo me preocupar? 1920 1080 Dr Jone Pereira

A identificação de pólipos intestinais durante a realização da colonoscopia, muitas vezes, é motivo de insônia para muitos pacientes. Principalmente porque, ao se fazer uma busca rápida na internet, logo vem a associação com o câncer colorretal. Se este é o seu caso, já te adianto: fique tranquilo.

O que é o pólipo intestinal?

Pólipo é um tecido anormal que se projeta para o interior do intestino grosso (cólon) ou reto. Na maioria das vezes, é assintomático. A sua origem é influenciada por uma combinação de fatores:

  • Idade: relação diretamente proporcional: quanto maior a idade, maior a probabilidade de desenvolvê-los.
  • História familiar: indivíduos com parentes de primeiro grau que possuam história de pólipos ou câncer colorretal tem maior probabilidade de possuir pólipos.
  • Sedentarismo, obesidade, tabagismo e alcoolismo: maus hábitos favorecem o desenvolvimento.
  • Doenças inflamatórias intestinais.
  • Dieta rica em gorduras e ultraprocessados.
  • Síndromes genéticas.

Há relação entre pólipo e câncer colorretal?

            Sim. O pólipo mais comum, o do tipo adenoma, tem grande potencial de se desenvolver em câncer se não for removido. Contudo, existem outros tipos de pólipos, como o hiperplásico, hamartomatoso, inflamatório, entre outros. Só saberemos de qual tipo se trata após a remoção e envio para avaliação laboratorial.

 

Dito isto, ao identificar no seu laudo de colonoscopia a presença de pólipos intestinais, o paciente deve procurar o médico para orientação. Durante a consulta, é observado:

  • Qualidade de limpeza do intestino;
  • O exame foi completo? (Chegada do colonoscópio até o ceco)
  • Houve remoção do pólipo? Se sim, de qual maneira?
  • Quantidade, tamanho e localização dos pólipos;
  • Avaliação da anatomia patológica do pólipo (laboratório);

Com essas informações, o médico terá condições de orientá-lo sobre a periodicidade da colonoscopia. A colonoscopia preventiva tem o objetivo de identificar e remover os pólipos antes que eles cresçam a ponto de manifestar sintomas ou até mesmo se desenvolverem em câncer colorretal.

Para reflexão: o que é melhor?

Fazer a colonoscopia, identificar e retirar pólipo intestinal OU não fazer a colonoscopia por que não sente nada e achar que está tudo normal? OU por medo?

Ficou fácil depois desta leitura, não é mesmo?

 

Colonoscopia: pontos-chave que o paciente precisa saber.

Colonoscopia: pontos-chave que o paciente precisa saber. 1920 1080 Dr Jone Pereira

A colonoscopia é o exame padrão ouro para diagnosticar as principais doenças do intestino grosso e do reto. Apesar de ser um exame de extrema importância, há muitas dúvidas que o cercam e acabam impedindo o paciente de realizá-la. Neste artigo, vamos pontuar os aspectos mais importantes sobre a colonoscopia.

Definição: o que é colonoscopia?

Como já foi dito, é um exame capaz de diagnosticar as principais doenças do intestino grosso e do reto. Dependendo da indicação do exame, também é possível estudar o final do intestino delgado, conhecido como íleo terminal. É realizada através do colonoscópio, aparelho flexível que possui em sua extremidade uma câmera acoplada, além de um canal de trabalho que permite o examinador realizar biópsias e ressecções.

Preparo/limpeza intestinal: a base do exame

A limpeza intestinal consiste em seguir uma dieta restrita e hidratação adequada que, somadas ao uso de laxativos, permitirá a eliminação de qualquer resíduo de fezes dentro do intestino. Sem um preparo colônico adequado, a identificação de lesões pré neoplásicas (cancerosas) e das demais doenças colorretais fica prejudicada. Cada instituição tem o seu protocolo. Siga-o corretamente.

Sedação: segurança e conforto para o paciente

Durante a colonoscopia, é realizada a administração de sedativos para que o paciente não sinta dor. Julgo indispensável a presença do médico anestesiologista, profissional médico que estará disponível durante todo o exame e ficará responsável integralmente pela sedação.

Devido ao uso de sedativos, é obrigatória a presença de um acompanhante maior de idade.

É isenta de riscos?

Não. Apesar de ser um exame extremamente seguro e com baixas taxas de complicações, há riscos inerentes ao exame, principalmente quando é realizado algum procedimento, por exemplo, polipectomias (retirada de pólipos intestinais). Riscos: perfuração intestinal, sangramento e alguma reação adversa aos sedativos.

Estou liberado para o trabalho após o exame?

Não. É fundamental o repouso após exame. Apesar de possuir duração em torno de 20 a 30 minutos, o paciente necessita se recuperar plenamente dos sedativos utilizados.

Não menos importante: obtenha informações sobre o local do exame assim como do examinador

Assim como os senhores (as) buscam informações antes de comprar um carro ou um imóvel, no momento de agendar a sua colonoscopia não poderia ser diferente. É necessário realizar alguns questionamentos: o médico examinador possui qualificação para realização do meu exame? O hospital ou clínica possui liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)? Terá um anestesista me acompanhando durante o procedimento? Quais são as taxas de complicações daquele lugar? O que os pacientes que já fizeram o exame relatam?

Qualquer profissional e/ou instituição está sujeito a ter complicações durante a realização da colonoscopia. Entendam: o objetivo de incentivar tais questionamentos não é crucificar “clínica a” ou “fulano b”. Um paciente que entende o seu exame assim como os riscos inerentes a ele é um paciente que exige o básico: a excelência com o cuidado da sua saúde.

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Hemorróidas! Você realmente sabe o que é?

Hemorróidas! Você realmente sabe o que é? 1920 1080 Equipe Dr Jone Pereira

A hemorróida é, sem sombra de dúvidas, uma das partes do nosso corpo mais injustiçada. Pelo senso comum, ela é responsabilizada por qualquer sintoma da região anal. Todo dia escuto o pedido: “doutor, quero dar um fim na minha hemorróida!”. E a resposta é sempre a mesma: “Impossível. Você a possui desde o nascimento e vai morrer com ela”. A primeira reação obtida é a de estranheza, e com toda razão. Vamos entender a diferença entre hemorróida e doença hemorroidária?

Por definição, hemorróida é uma região anatômica presente no canal anal. Trata-se de um conjunto de vasos sanguíneos e fibras musculares que possuem a função de auxiliar na continência fecal, ou seja, ela auxilia a evitar o escape de fezes e gases durante o esforço.

Já a doença hemorroidária é quando a hemorroida encontra-se inflamada, podendo ou não manifestar sintomas. Antes de falar sobre os sintomas, é importante classificarmos a doença hemorroidária em interna e externa, já que a sintomatologia é dependente do local da inflamação. Hemorróida interna é aquela que localiza-se acima da linha denteada (figura a baixo) e hemorróida externa é aquela que está abaixo da linha denteada.


.Dito isto, vamos para os principais sinais e sintomas:

Hemorroidas internas: sangramento de cor “vermelho vivo” 
e prolapso hemorroidário.
Hemorroidas externas: dor, coceira, nodulação perianal 
(“caroço”) que dificulta a higienização.

Sabe-se que a origem da doença hemorroidária é uma combinação de múltiplos fatores diferentes:

  • genética; 
  • constipação (“intestino preso”); 
  • força ao evacuar; 
  • muito tempo sentado no vaso sanitário;
  • gravidez; 
  • tosse crônica; 
  • sedentarismo; 
  • tabagismo, etc.

O diagnóstico é realizado através de anamnese e exame físico adequado, de preferência com o coloproctologista. Para o senhor (a) que acha que o diagnóstico adequado é realizado durante a colonoscopia, saiba que está equivocado (a)! É no consultório médico que é feita a anuscopia, exame proctológico que permite o correto estudo do canal anal, sendo possível diagnosticar a doença hemorroidária assim como os seus principais diagnósticos diferenciais.

O tratamento sempre se inicia modificando os hábitos de vida:

  • Praticar atividade física, ingerir no mínimo 2 litros de água/dia, ter uma alimentação rica em fibras, evitar o consumo de alimentos processados e condimentados, etc.
  • Cuidados na hora de evacuar é também de suma importância: evite o uso de celulares ou revistas durante a evacuação, sempre respeite o desejo de evacuar, evite o uso de papel higiênico – sempre dê preferência para a ducha higiênica.

Se persistência da doença hemorroidária, apesar da mudança dos hábitos higienodietéticos e do correto uso de medicamentos prescrito em consultório médico – não vale o remédio do vizinho ou aquele que você comprou sem receita médica, hein? –, temos que pensar em outras formas de tratamento. Temos aqueles classificados em ambulatoriais, realizados no próprio consultório médico, e o cirúrgico: a hemorroidectomia.

Assunto para discutirmos uma outra hora, ok?

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Sangue nas fezes, quando devo me preocupar?

Sangue nas fezes, quando devo me preocupar? 1920 1080 Equipe Dr Jone Pereira

Um dos principais motivos que leva os pacientes a procurar o médico coloproctologista é a percepção de sangue após a evacuação. E isso pode acontecer de diferentes maneiras: sangue presente no papel higiênico, misturado às fezes, o que “pinga no vaso sanitário”, aquele de cor “vermelho vivo” ou de coloração escura/violácea, já coagulado.

Nestas horas, sempre aparece um amigo, parente ou vizinho que surge com alguma solução ou receita – muitas vezes intituladas como milagrosa! – que fez cessar o sangramento, levando o paciente a postergar a consulta médica. Alguém se identifica?

Qualquer sinal de sangramento durante ou após a evacuação é motivo de preocupação para o paciente e a consulta deve ser agendada! O que tem que ficar claro é que há várias causas de sangramento anal/retal e a consulta é indispensável para o diagnóstico assertivo. Infelizmente, não é raro chegar pacientes no consultório com um diagnóstico ou tratamento errado.

Vamos dividir as principais causas de sangramento por faixa etária:

  1. Recém-nascidos e lactentes:
  • Fissura anal: laceração no ânus decorrente da passagem de fezes endurecidas ao evacuar ou até mesmo pelo excesso de limpeza da região.
  • Alergia alimentar: alimentos provenientes da dieta da mãe ou do próprio lactente que pode causar alergia, levando ao sangramento nas fezes.
  1. Crianças e adolescentes:
  • Doença inflamatória intestinal (DII): a doença de Crohn ou a retocolite ulcerativa podem se manifestar nesta faixa etária, sendo o sangramento um dos sintomas que levam à suspeição.
  • Infecções gastrointestinais: infecções gastrointestinais podem levar a inflamação da mucosa, podendo ocasionar as colites/ileítes.
  1. Adultos:
  • Doença hemorroidária: principal causa de sangramento anal em adultos jovens. Mais informações: (link que joga no artigo que fala sobre hemorroida).
  • Fissura anal: geralmente relacionada à constipação, sexo anorretal receptivo e/ou uso excessivo de papel higiênico. Mais informações: (link que joga no artigo que fala sobre fissura).
  • Pólipos e câncer colorretal: sangramento anorretal pode ser uma das manifestações do câncer de cólon, reto ou de lesões intestinais de maior tamanho. Geralmente mais comum em adultos mais velhos.
  1. Idosos:
  • Diverticulose: pequenas bolsas na parede do intestino grosso (divertículos). Mais informações: (link que joga no artigo que fala sobre divertículos).
  • Câncer colorretal: terceira maior causa de câncer no Brasil e de incidência cada vez mais crescente.
  • Angiodisplasia: malformações dos vasos sanguíneos do trato gastrointestinal que vão se tornando mais comuns a partir dos 60 anos.

Entenderam o por que da consulta com o médico coloproctologista ser fundamental? Será na consulta médica que iremos coletar a anamnese detalhada e realizaremos o exame físico proctológico, assim como solicitar exames endoscópicos ou de imagem, se indicados. Nunca menosprezem os seus sintomas.

Evaristo Costa, relata sobre a Doença de Crohn. “Dor Terrível”

Evaristo Costa, relata sobre a Doença de Crohn. “Dor Terrível” 1920 1080 Equipe Dr Jone Pereira
Internado, Evaristo Costa diz que recebeu diagnóstico médico errado por um ano: ‘Dor terrível’. O jornalista publicou um vídeo onde falou sobre a Doença de Crohn; ele está internado em um hospital no Reino Unido. Evaristo revelou que recebeu um diagnóstico errado, de gastrite, por cerca de um ano, o que piorou seu quadro de saúde. O jornalista também afirmou que só foi ao médico quando começou a sentir uma fraqueza extrema e dificuldades para fazer qualquer atividade. “Meu corpo está com a imunidade muito baixa e aberto para receber qualquer tipo de vírus e bactérias”, disse ao elencar doenças que teve por imunidade baixa.
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